A Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera que a atual crise financeira é uma das mais significativas ameaças à economia mundial na história moderna.
Os problemas de crédito e o colapso dos mercados financeiros estão a afetar decisões de investimento, bem como os rendimentos dos trabalhadores e o emprego, refere num relatório hoje divulgado.
Várias das maiores economias mundiais entraram na prática em recessão e o desemprego está a subir. Nas economias emergentes e países em desenvolvimento o crescimento econômico abrandou em alguns casos de modo significativo, refere o estudo daquela entidade tripartida, onde têm assento governo e parceiros sociais.
Veja o plano Americano para salvar os bancos:
- O Tesouro americano vai comprar até US$ 250 bilhões em ações de instituições financeiras. O montante virá do plano de US$ 700 bilhões aprovado no início do mês.
- A participação das instituições não é obrigatória, mas oito dos grandes bancos americanos foram “forçados” pelo governo a aceitar o investimento como um sinal de confiança para os bancos menores.
- Esses oito bancos - gigantes como Bank of America, JPMorgan chase e Citigroup - ficarão com cerda de metade dos US$ 250 bilhões do plano.
- A participação máxima do Estado não poderá superar US$ 25bilhões ou 3% dos ativos ponderados pelo risco (a mínima é 1% do capital e risco). Bancos estrangeiros não poderão receber ajuda.
- As instituições terão até 14 de novembro para dizer se pretendem receber o investimento estatal e a aquisição deverá ser feita ainda antes do fim do ano.
- As ações adquiridas pelo governo serão preferenciais e o Estado não terá direito de voto nos conselhos de administração das instituições financeiras.
- Esses papéis poderão ser readquiridos pelo seu valor nominal por um período de três anos e pagarão dividendo de 5% ao ano durante os cinco primeiros anos e 9% depois desse período. Com essa taxa elevada, o governo pretende forçar as instituições a recomprarem suas ações.
- As instituições financeiras que participarem do programa terão que restringir as compensações pagas aos seus executivos durante o período em que o Tesouro tiver participação acionária.
- Fonte: Folha de São Paulo





























